O Brasil encerrou o ano de 2025 com um recorde histórico de feminicídios. De acordo com dados consolidados a partir dos registros oficiais da segurança pública, ao menos 1.470 mulheres foram assassinadas em crimes motivados por gênero, o que representa uma média alarmante de quatro mulheres mortas por dia no país.
Os números evidenciam que a violência contra as mulheres permanece como um problema estrutural, atravessado por desigualdades sociais, raciais e territoriais. A maior parte dos feminicídios ocorre em contextos de violência doméstica e familiar, praticados por companheiros, ex-companheiros ou pessoas próximas, muitas vezes após um histórico de ameaças, agressões e negligência do Estado na proteção dessas mulheres.
O cenário também revela que mulheres negras, jovens e em situação de vulnerabilidade social seguem sendo as principais vítimas, reforçando o caráter interseccional da violência de gênero no Brasil. Apesar da existência de leis importantes, como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio, os dados mostram que a resposta institucional ainda é insuficiente diante da gravidade do problema.
Para a secretária nacional de Mulheres do PSB, Dora Pires, os números exigem posicionamento político firme e ação concreta:
“Cada mulher assassinada é a prova de que o Estado falhou. O feminicídio não é um fato isolado, é resultado de uma cultura de violência, de desigualdade e da ausência de políticas públicas eficazes de prevenção, acolhimento e proteção. Não aceitaremos que esses números sejam tratados como estatística.”
A Secretaria Nacional de Mulheres do PSB reafirma que o enfrentamento ao feminicídio passa pela priorização da vida das mulheres na agenda pública, pelo fortalecimento das redes de proteção, pela educação para a igualdade de gênero e pela responsabilização efetiva dos agressores.
Enquanto mulheres continuarem morrendo todos os dias, a luta seguirá sendo urgente.







