Já está disponível no YouTube o registro audiovisual do seminário Sempre Vivas, encontro que reuniu pesquisadores, estudantes e parceiros em torno de dois Projetos Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolvidos pelas professoras Marianne Sallum, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/ Guarulhos – EFLCH), e Renata Martins, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da USP. O vídeo apresenta registros do evento e depoimentos das desenvolvedoras dos projetos e organizadoras, e de pesquisadores que participaram do seminário. O encontro aconteceu no dia 13 de maio deste 2026, no prédio da FAU Maranhão (Rua Maranhão, 88, no bairro de Higienópolis, São Paulo), uma das sedes da FAU-USP. De acordo com as docentes organizadoras, está prevista para novembro deste ano a segunda edição do encontro.
A proposta foi promover um espaço interdisciplinar de reflexão coletiva, em diálogo com diferentes pesquisas em andamento, abrangendo arqueologia, artes, memória, território, arquitetura e histórias de resistência. O encontro considerou trajetórias e saberes de mulheres em diferentes contextos, especialmente da Amazônia e de São Paulo. O Sempre-Vivas foi promovido pelos grupos Arqueologia do Gênero, da Persistência e da Libertação (ARGPEL) e Laboratório de Estudos Arqueológicos (LEA), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EFLCH), e Barroco-Açu: A América Portuguesa na Geografia Artística do Sul Global, Laboratório Abya Yala da Universidade de São Paulo (FAU-USP). A iniciativa abrange arqueologia, artes, memória, território, arquitetura e histórias de resistência.
Marianne Sallum desenvolve novas interpretações sobre as estratégias de persistência de mulheres em São Paulo, comparadas às práticas similares no Equador e Estados Unidos. Já Renata Maria Martins é coordenadora do projeto Jovem Pesquisador Fase 2, Barroco-Açu, através do Mulheres e Artes Núcleo de Investigação Solidária e Ética (Manis), que integra o Labya-Yala Laboratório de Estudos Decoloniais, do Departamento de História e Ética do Projeto (AUH) da FAU-USP, que apresenta uma nova linha de pesquisa sobre histórias das artes, arquiteturas e territórios nas Américas, em perspectiva decolonial e antirracista, tendo como centro as Amazônias, através de docência, projetos de extensão como as Quintas Ameríndias e atividades extensionistas.
O seminário
No seminário foram apresentados projetos de várias linhas de pesquisa pertencentes à fase 2 do Jovem Pesquisador Fapesp Barroco-Açu, com o objetivo de aproximar pesquisadores e representantes de comunidades envolvidas com projetos que dialogam com relação às mulheres, às artes, à arqueologia e à arquitetura.
Conforme a professora Marianne Sallum, os grupos já tinham uma parceria acadêmica, mas é a primeira vez que as equipes, com alunos, pesquisadores e mulheres representantes das comunidades parceiras, puderam participar. “O projeto da Renata tem dez anos e o meu tem um ano e meio. Para mim e para meus estudantes, foi importante ter essa inspiração do que pode ser feito e que projetos podemos fazer em parceria, e que caminhos o meu projeto pode seguir inspirado no que a Renata está fazendo, ou tem feito”, diz.
Segundo a professora Renata Martins, o encontro do Sempre-Vivas aconteceu pela vontade de compartilhar coletivamente pesquisas, preocupações, fragilidades e apoiar as ações quanto às histórias e memórias de reexistência, abrangendo a trajetória de mulheres e olhares sobre arqueologia, arte, arquiteturas, territórios, seja na Amazônia, nos Andes ou no litoral de São Paulo. “Queremos e lutamos para que nós e nossas companheiras permaneçam sempre vivas na universidade, nas pesquisas, nas comunidades tradicionais, nos nossos bairros e cidades liderando projetos conjuntos, cuidando e apoiando com sensibilidade, amabilidade e respeito às mulheres em maior vulnerabilidade”, declara.
Para Renata, a união dos dois projetos Jovem Pesquisador Fapesp na USP e na Unifesp é uma oportunidade para as pesquisadoras e todos os envolvidos se unirem e ampliarem suas atuações. “Assim, florescemos, na união dos dois projetos, a ideia de seguirmos organizando juntas os Sempre-Vivas, amplificando nossas atuações, de forma amorosa, coletiva e colaborativa”, conclui.
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