O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma data marcante no calendário brasileiro, carregada de significados históricos e sociais. Esse dia reforça a luta constante da população negra contra a opressão, o racismo e a desigualdade no país. É parte central dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, um movimento global que no Brasil ressalta a urgência de combater todas as formas de violência, incluindo a violência racial que atinge, de maneira desproporcional, as mulheres negras.
A desigualdade racial tem raízes profundas na estrutura social brasileira. Em nossa sociedade, as mulheres negras continuam a ocupar a base da pirâmide, enfrentando os piores índices em diversas áreas, como saúde, educação e emprego. São elas que, historicamente, lidam com as condições de trabalho mais precárias e com uma violência institucionalizada, somada à sobrecarga doméstica e familiar.
A ideia de “Consciência Negra”, essencial para este processo de reflexão, remonta ao ativista sul-africano Steve Biko, que popularizou o conceito como um movimento de resistência à desumanização imposta pelo apartheid e pelo racismo estrutural. Inspirado por sua luta, o Brasil adotou o conceito, propondo uma data que unisse a conscientização racial à valorização da cultura negra e ao fortalecimento da resistência à opressão racial.
Dora Pires, Secretária Nacional de Mulheres do PSB, enfatiza a relevância da data como um marco de transformação social. “Como mulher branca, entendo que esta data não é apenas um espaço de luta da população negra, mas uma oportunidade para que toda a sociedade se engaje na construção de um país mais justo e igualitário. Precisamos somar esforços, denunciando as desigualdades e trabalhando para que mulheres negras tenham acesso às mesmas oportunidades e respeito,” diz Dora.
A Secretária Nacional da Negritude Socialista Brasileira, Valneide Nascimento, reforça o papel das mulheres negras na resistência e na construção do Brasil. “Somos as herdeiras da luta de Zumbi e Dandara dos Palmares, e resistimos enfrentando diariamente o racismo, o machismo e as violências. A Consciência Negra é, para nós, um símbolo de insistência em um futuro onde possamos viver com dignidade e equidade. É preciso que toda a sociedade reconheça nossas potencialidades e a nossa existência,” afirma Valneide.
Neste Dia da Consciência Negra, o PSB se junta a todas e todos que acreditam em uma sociedade livre de preconceitos e opressões, celebrando a força do povo negro e renovando o compromisso com a luta pela igualdade e justiça social. Que o legado de Zumbi e o espírito de resistência inspirem novas gerações e impulsionem mudanças reais em prol de uma sociedade onde cada vida seja, de fato, valorizada e respeitada.







