O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirmou nesta quarta-feira (18), durante entrevista ao programa CB.Poder, do Correio Braziliense, que a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil representa uma oportunidade histórica para o enfrentamento da misoginia estrutural e para a promoção da igualdade de gênero no esporte.
Segundo o ministro, a recém-sancionada Lei Geral da Copa (Lei nº 15.421) consolida um legado que vai além das exigências operacionais da FIFA e incorpora diretrizes voltadas à proteção das mulheres e à transformação social.
“A Copa de 2027 não será apenas sobre futebol. Será uma ferramenta poderosa para combatermos a misoginia estrutural e mostrarmos que o lugar da mulher brasileira é onde ela quiser, inclusive lotando estádios, gerindo clubes e protagonizando o maior espetáculo da terra”, afirmou Paulo Henrique Cordeiro.
O ministro ressaltou que o marco regulatório do torneio brasileiro inovou ao associar a realização do evento a políticas permanentes de promoção da igualdade de gênero e de enfrentamento à violência contra as mulheres.
“A Lei Geral da Copa que o Brasil apresentou vai muito além das quatro linhas e das obrigações comerciais. Inserimos no marco regulatório do torneio o enfrentamento direto à violência contra as mulheres e a promoção da igualdade de gênero. Isso é transformar o esporte em política de Estado e de proteção social”, destacou.
Paulo Henrique também lembrou que o planejamento para a realização do Mundial avança em ritmo acelerado e que o marco regulatório já foi apresentado ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante reunião, realizada no dia 05 de junho, em Miami.
Reparação histórica às pioneiras
Outro ponto enfatizado pelo ministro foi a reparação histórica promovida pela legislação, que prevê o pagamento de um prêmio para cada atleta das seleções brasileiras de 1988, que disputaram o torneio experimental organizado pela FIFA na China, e de 1991, participantes da primeira Copa do Mundo Feminina oficial.
“Temos uma dívida histórica com as nossas atletas. Quando o Governo do Brasil homenageia as pioneiras de 88 e 91, estamos dizendo às meninas de hoje que o caminho que elas estão trilhando foi aberto com muita luta e que agora o Estado brasileiro trabalha para garantir que elas não precisem passar pelas mesmas dificuldades”, afirmou.
Universidade Federal do Esporte
Durante a entrevista, o ministro também detalhou os avanços para implantação da Universidade Federal do Esporte, aprovada pelo Senado nesta semana. A proposta prevê sede em Brasília e a criação de campi distribuídos pelas cinco regiões do país, o eu vai fortalecer a formação técnica e científica do setor esportivo brasileiro.
“A nossa Universidade do Esporte é uma ferramenta que vai impulsionar o esporte no Brasil. É uma instituição voltada para a formação de profissionais nas diversas áreas, desde a gestão, a arbitragem, a formação de técnicos e professores”, explicou.
A expectativa do Ministério do Esporte é acelerar a regulamentação para que a instituição possa iniciar suas atividades já nos primeiros meses de 2027, com cursos de graduação, pós-graduação e formações tecnológicas voltadas às demandas do mercado esportivo nacional.
Programas sociais e infraestrutura
Paulo Henrique Cordeiro também apresentou um balanço das principais políticas conduzidas pela pasta, com destaque ao fortalecimento do Bolsa Atleta, do programa TEAtivo e do Arena Brasil, iniciativa que busca ampliar o acesso da população à prática esportiva por meio da implantação de equipamentos públicos em regiões prioritárias do país.
Com investimento de R$ 850 milhões, o Arena Brasil já possui mais de 700 unidades autorizadas e prioriza municípios com menores índices de desenvolvimento humano e maior número de beneficiários de programas sociais. Recentemente, o Ministério inaugurou a 28ª unidade do programa, em Jacobina (BA), equipamento que beneficiará mais de 87 mil pessoas.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
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